Tema: Conversão

É preciso correr o risco de amar. 30 ideias para rezar com as palavras do Papa na JMJ.

"É preciso correr o risco de amar." Disse-o o Papa Francisco em Lisboa perante uma multidão de jovens sedentos de sentido e cheios de generosidade.
Disse-o a ti.
Para que estes dias não sejam apenas uma boa recordação, sugerimos 30 ideias para rezar com as palavras do Papa, e umas perguntas para te ajudar a tomar decisões.
Antes de regressar a Roma, o Santo Padre deixou-nos um desafio: "Partis daqui com o que Deus semeou no coração: fazei-o crescer, guardai-o com diligência (Angelus, 6 agosto)".
Começa tu a cuidar dessa semente, e o fruto da jornada espalhar-se-á à tua volta. E Cristo reinará no coração de todos.

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Andas confiante. Já o tinhas experimentado mas agora é diferente.

Antes, tinhas a confiança de uma pessoa com saúde, forte, bem sucedida. Olhavas o mundo de cima com meios para vingar em qualquer ambiente. Mas com um certo receio de uma solidão repentina.

Agora sabes que Deus não deixa nunca de te amar. E, ainda que a vida não sorria tanto como noutros tempos, a tua confiança é mais verdadeira. Não é em ti que confias, não é na saúde que te apoias, não é na popularidade que descansas.

Esperança que não engana, só em Deus.

*Caminhamos para o Jubileu da Esperança em 2025. Espreita o link da história para começares a preparar-te, renovando o teu modo de fazer oração.

Chegou o merecido tempo de descanso. Podes dormir um pouco mais, fazer as coisas devagarinho, ficar mais tempo à mesa, gastar mais, fazer uma sestinha...

E, à boleia do que te ajuda a descansar, também achas que tens desculpa para mais uns pecadinhos.

Um bocadinho mais vaidoso, arriscar mais com o álcool, desafiar a fidelidade, um arzinho mais sensual, um bocadinho maledicente... Como se a vida cristã fosse só mais uma obrigação de que te libertas com alívio.

Se o descanso não te aproxima de Deus, talvez O temas, mas não O amas.

Quanta alegria, quanta paz! Quanta certeza de me saber amado.

A luz para decidir, o regaço para regressar, a rocha da tranquilidade.

E o bem que não fiz, o próximo que não vi, as ilusões por que passei.

Aceita agora o que tenho, completo, total, até ao fim. Com a pena de chegar tarde e a esperança do Teu abraço.

Dedicamos o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus.

O coração que te consola, que espera sempre por ti e te olha com ternura. Que conhece as tuas fraquezas e nem por uma deixa de estender a mão. Que te facilita a oração, que se faz notar sensivelmente.

Mas esse coração arde de amor. E, atrás do consolo, vem o fogo que purifica o teu coração e o move a mudar, a lutar, a queimar o que está a mais. E é tanto.

Com o consolo vem a conversão. Senão, é teu, não de Deus.

É assim tão importante pôr o centro da nossa fé neste mistério que não compreendemos? O que muda por sabermos que num só Deus há três pessoas?

É que o próprio Deus, por amor, quis revelar-nos a Sua intimidade. Disse-nos que Ele mesmo é comunhão e nós, Sua imagem, estamos chamados a dar-nos do mesmo modo. Uma trindade de amor que não cabe na nossa cabeça mas habita no nosso coração.

E o mistério não é obscuridade, é luz a mais, para uma inteligência que não abarca Deus, por Ele ser... Deus!

Ele quis que soubesses que é Pai, Filho e Espírito Santo. Procura hoje, dentro de ti, as três pessoas.

És combativo! Defendes a doutrina cristã com firmeza e convicção.

Mas amargurado, quase vingativo. Procuras a salvação das almas mas parece que as queres derrotar!

Desde que és cristão, deixaste de ter inimigos: estás do lado de todos. Porque não se nota?

A intimidade com Jesus e uma intenção purificada dar-te-ão o rosto humilde e manso que atrai almas para Deus.

Talvez O procures também. Talvez tenhas ao teu lado quem deseje que O encontres.

Mas Deus criou-te, amou-te desde o início, pensou fazer-te feliz como não podes imaginar, e tem uma enorme sede que lhe respondas livremente.

Procurou-te primeiro e espera-te, quer precisar de ti. Deixa-te encontrar.

Deixámos de usar a cabeça, discutimos com o coração. Só. Sem a razão, sem a ciência, sem a história, sem a justiça e sem o bom senso.

Já não somos esclarecidos: não interessa, não chega! Somos comovidos, entusiasmados, enfurecidos, enternecidos. Deixámos de aprender. Decidimos pela inclinação mais forte e já nem queremos que concordem, só que nos apoiem.

É a estratégia de quem fala para consumidores. E também a fraqueza de procurar desculpas para o mal e não razões para a verdade.

É provável que o coração te domine. Não o sigas se te afasta da verdade.

Pela dedicação com que escrevi este texto, não me digas agora que discordas!

Talvez sejam muitas as razões que te levaram a ser cristão: fazeres parte de uma comunidade –família!– onde caminhas acompanhado, o encontro com a beleza e a vontade de a mostrar, aquilo que aprendeste e como gostas de o defender...

Mas um momento fez toda a diferença: quando percebeste que não estás só, que Deus te ama e que podes ter uma relação pessoal, de amizade, com Cristo. Tens uma vida interior onde conversas com Deus.

Se não sabes do que falo, é o que deves procurar. Recorda-o se o tinhas esquecido.

Sem essa ligação direta, é difícil perseverar.

Não os podes pôr de lado por pensarem de modo diferente, defenderem outros valores ou viverem outra tradição.

Não podes considerar o erro de um para catalogar uma cultura, culpando aqueles que nem conheces.

Não podes aceitar toda a crítica, sem dialogar e tentar compreender a outra parte.

Não podes ridicularizar nem ofender os outros, o que amam e crêem.

Não podes desprezar as pessoas, nem a sua liberdade, a sua história ou o seu valor.

Estou a falar dos cristãos.

Que os outros passem à frente e te deixes ficar atrás. Que desejes dar antes de receber. Que penses nos outros mais do que em ti mesmo. Que vivas para eles e não ao espelho.

Terás mais ocupações reais e menos preocupações imaginárias. Serás mais simples e menos queixoso. Saberás ver e ouvir Cristo nos outros. E em ti.

E, sobretudo, vives a missão que Jesus te confiou: mostrar que a vida é um dom. Dado e para dar.

Não tens uma vida santa, não és humilde nem generoso. Não tens um coração limpo nem os afetos no sítio. Não és pobre nem desprendido. Não vives a caridade. Não tens uma fé forte, não vives de esperança.

O melhor é vires tu próprio, para que o Menino te dê tudo isso.

E com o desejo contrito de O receber bem a partir de hoje, farás, de um lugar frio, o quente berço do teu Deus.

É irresistível! Pregamos a unidade e o desprezo das aparências, mas somos rápidos a separar católicos pelo estilo.

Os sapatos de vela, os brilhantes, as jardineiras, as meias, a camisa, o corte de cabelo, a maquilhagem... Aparentemente, dizem o que as pessoas rezam, o bem que fazem e como pensam!

Não há qualquer problema em ser próximo dos que partilham os teus gostos. Mas tratar "o resto" com desconfiança?!

Eu sei que não és tu, são os outros...

A refeição ávida, a bebida descontrolada, os bons momentos forçados à exaustão, o sexo pelo sexo, os aplausos pedidos, o gosto de humilhar, o desafio da provocação... Shots de prazer que não trazem alegria, por muitos e intensos que sejam. Só tristeza e solidão.

Não tens, às vezes, saudades da inocência e da simplicidade? Não sorrias com verdade quando o teu olhar era limpo?

Ainda o podes recuperar. Com a ajuda de Deus e a moderação de quem sabe que só Ele satisfaz.

Sabes escutar, compreender e cuidar. Melhoraste esse talento –obra de misericórdia– que ajuda tantas pessoas. Mas tens medo de exigir. E o consolo que ofereces conforta, sem transformar.

Que importa que te deixem, se forem ter com Jesus? É Ele quem consola.

Procuras quem te escuta, compreende e cuida. A amizade –obra de misericórdia– que te faz ganhar coragem. Mas foges de quem exige. E o consolo que recebes conforta, sem transformar.

Que importa que puxem por ti, se te convertes a Cristo? É Ele quem consolas.

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