Não tens paciência, não tens vontade. Até parece que não tens Fé. Ficas muito aquém do que sabes que poderias dar.

Reconhece a tuas dificuldades e vai ter com Nossa Senhora. Comove-a, como uma boa criança arrependida.

E pede. Pede-lhe que te leve, pela mão, até Jesus. E que fique com Ele e contigo, até ter a certeza que não sais dali!

Em princípio, custa tempo e esforço aprofundar na nossa fé. Mas vale a pena. É como mergulhar pela beleza dentro e ir percebendo o que nos falta de admiração.

Não fiques pelo "acho que". Estuda.

O Catecismo da Igreja Católica é um bom ponto de partida. Depois fazes como eu e pedes a alguém que te explique!

Mas durante o tempo que dura este milagre, concentra-te no que acontece no Altar. E quando reparares que estás distraído, volta a pôr ali o olhos.

É que hoje não vais fazer nada mais importante do que participar na Missa.

Que pena se Jesus vem à tua alma e a tua alma está na lua.

A caridade é exigente: dar aos outros o primeiro lugar, escolher o pior para ti, dar o teu tempo e atenção a quem precisa.

Jesus disse que isso te traria alegria. Mas assim enunciado, não parece nada...

É que só o percebes depois de o pôr em prática. A tua vida é uma missão, a missão são os outros. Não procures a tua própria felicidade, procura a deles: serás a pessoa mais feliz do mundo!

Porque estes fazem assim, e aqueles têm outro estilo, e rezam daquela forma, e só atraem gente porque... Como se houvesse uma competição!

Não percas tempo. Ama a Deus, reza aos santos a quem tens devoção, aproveita esse carisma que Ele colocou no teu caminho para te ajudar a chegar ao Céu.

E alegra-te ao ver tantos outros, dentro da Igreja, a chegar ao mesmo destino por caminhos diferentes.

Deixar de falar mal. Fala bem.

E, por isso, vou continuar a pôr a doutrina de Cristo à frente do que tu possas pensar.

Não, não é por orgulho: o que defendo não é ideia minha. Pelo contrário: procuro submeter o meu juízo à sabedoria de Deus, que em Cristo e na Igreja me deixou um caminho claro por onde seguir.

E o que mais quero, não é vencer os outros com os meus argumentos. É que todos, com humildade, ouçamos o que Deus diz... porque é Deus.

Confessaste-te arrependido, Deus perdoou-te, e apagou esse pecado. Não te atormentes com os erros passados. Ele agora, em ti, só quer ver o que fizeste bem.

Incrível não é? Mais: é divino!

Por isso O adoras, por isso te ajoelhas, por isso Lhe cantas. E essa reverência faz-te bem, põe-te no lugar certo: necessitado, pobre, humilde... filho de um Deus que é omnipotente e misericordioso.

Não temas que a reverência a Deus te prive da familiaridade: são os gestos do filho de um Rei que honra o seu Pai com dignidade, enquanto O ama cheio de carinho.

Faz bem o sinal da cruz, reza com palavras claras, põe o joelho no chão. Pasma-te. É Deus!

Há ambientes, locais, sites, conversas... que para ti significam tentação, mesmo que para outros não o sejam.

Se já te conheces e sabes o que não te ajuda, não insistas! Evita o perigo, foge. Renuncia, por amor, ao que outros podem desfrutar com tranquilidade.

Seja o que for, por Deus vale a pena entregá-lo.

Mas se procuras as tentações, por que te admiras com as quedas?

É verdade que deves seguir os bons exemplos. Mas ficar triste porque outros são melhores?

Há um caminho para cada um, segue o teu. Se é o que Deus te pede, é o melhor para ti.

Jesus era o maior e fez-se o mais pequeno. Copia-O.

Não se trata apenas de ter pouco, ou de dar muito. É preciso desprender-se de outras seguranças além de Deus.

Dá o que te custa: a esmola, o tempo, a atenção. A vontade, o futuro.

E o que faltar, Deus porá.

Não faças as pessoas esperar. Espera tu. Chega antes, mostrando que valorizas quem conta contigo, o seu trabalho e o seu tempo.

É um pormenor de serviço e de humildade. E, enquanto esperas, podes rezar por eles.

É que estás tão habituado a pôr a tua agenda acima do tempo dos outros, que até fazes Deus esperar.

Ninguém tem de esperar por ti. E essas desculpas já não pegam: se queres, chegas a horas. É só pensar um pouco mais nos outros. E menos em ti.

Não esperes mais. Confessa-te hoje.

Procura ter habitualmente a alma limpa. Das grandes manchas e das nódoas mais pequenas.

Se esperas pelos grandes pecados para pedir perdão, nunca chegarão a doer-te as pequenas infidelidades.

E que amor despreza os detalhes?

Numa conversa descontraída, ouves uma boca à Igreja, uma piadinha sobre a doutrina, um comentário infeliz sobre o Papa...

Ficaste com vergonha e até esboçaste um sorriso. Não disseste nada.

Já sei que é difícil, mas é quando tens de te queimar. Afirmar as tuas convicções, guardar o que tanto amas.

Fala da Igreja com carinho, defende-a. E quando não o souberes, estuda. Talvez se riam de ti, mas acabarão por te admirar. E —o que importa!— por admirá-lO.

Admiras a vida dos santos e espanta-te a exigência daquela entrega. Mas sentes-te muito longe dessa radicalidade. Na verdade, não a desejas para ti. Pelo menos, ainda não.

Assumiste que o teu caminho cristão é mais modesto, que te bastam as obrigações da piedade e os princípios da moral. Mas não te sentes chamado a imitar aquelas vidas loucas que admiras.

Já falaste disso a Jesus?

Talvez percebas que o Senhor te pede a mesma entrega, mas não nas mesmas coisas. E que uma maior intimidade com Deus não está assim tão longe da tua vida habitual. E que esse caminho modesto que procuras também é lugar de santidade. E que vale a pena deixares Deus moldar-te o coração.

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