Fugimos do tédio para cair nele. Não suportamos o silêncio, a espera. Vivemos de distrações que não nos dizem nada.
Consumimos, acumulamos. E esquecemos tudo. Não queremos aprender, não sabemos observar, não escolhemos construir.
Cercados por ecrãs, com os ouvidos tapados, as mãos ocupadas, o olhar hipnotizado, fingimo-nos ocupados com o que sabemos ser vazio.
Não estava mal reaprender a não fazer nada, para recomeçar a fazer alguma coisa.