Tema: Luta

Já o experimentaste? Depois de um passo de generosidade que tinhas medo de dar, uma grande alegria e esperança nos frutos dessa decisão.

É que Deus pede que te entregues mas sabe, como ninguém, premiar essa entrega. E rapidamente notas como é Ele mesmo quem sustenta a tua fidelidade.

Só não tens esperança quando pensas que depende tudo de ti.

Estás longe da santidade. E ao mesmo tempo, estás tão perto, se deixares que Deus te faça santo.

Já as deves ter com praias mais belas e os melhores restaurantes.

Aqui tens outras boas sugestões, para outro alimento e paisagens desconhecidas.

Vê as histórias.

Estás sempre a queixar-te. Até tens razão, mas é tão difícil estar contigo...

Nunca és positivo, nunca vês o esforço dos outros. E nunca queres verdadeiramente corrigir aquilo de que te queixas. Ias queixar-te de quê?!

Quando fazes melhor, fazes com má cara. Quando fazes pior, é porque não tens condições. Quando fazes sozinho, os outros são inúteis. Quando te querem ajudar, preferes fazer sozinho.

Repetes mil vezes que não vale a pena... Mas isso é o contrário da luta cristã. Vale a pena, sim. Vale a pena.

As pessoas desiludem. Ninguém é perfeito, alguma coisa hão de falhar. Mesmo aqueles por quem tinhas admiração. Mesmo tu.

Por isso, olha para as falhas dos outros como achas justo que olhem para as tuas. São lutas difíceis para ti, que tentas mudar. E tendo tantas outras virtudes, não esperas ser etiquetado pelos defeitos.

E tens tantos! Sim, às vezes irritas. Às vezes apetece não te voltar a ver. Às vezes é desesperante que não repares. Mas tentamos desculpar a ajudar-te.

Olha para os outros reconhecendo que precisas deles. Não abandones os que erram, não te irrites com os que lutam. Olha-os como te olha Jesus.

A vida corre-te bem. Desde sempre, muito bem. Com saúde, com amigos, com serenidade, com grandes momentos, com paz.

Tão bem que até tens medo de Deus. Que Ele te esteja a preparar para um pedido muito difícil, como outros à tua volta: vidas duras, problemas muito pesados sem fim à vista, conflitos, doença. E à mínima contrariedade, pensas que é agora.

Agradece a Deus a boa vida que te dá e abandona-te nas Suas mãos. Diz-Lhe que aceitas tudo o que te enviar. Mas não tenhas medo.

Não tens força nem graça para lutar com o que não existe. Nem o teu amor a Deus pode depender de que a vida seja fácil. Se Lhe fores fiel, será boa. Por amor, não por medo.

Não é que não o sejas, mas preocupas-te. E invejas os que não se preocupam com o pecado.

Tens inveja do que tem melhor nota porque copia, e do que conquista porque é falso, e do que ganha porque rouba. Sentes-te obrigado a ficar para trás, a não desfrutar tanto.

Mas não estás bem quando estás com Deus? És amigo de Cristo ou é por medo que O segues? Desfrutas quando tens o mesmo que os outros ou quando tens paz na consciência?

Sabes onde está a verdadeira alegria. Mas continuas a enganar-te com as promessas fáceis de felicidade, com o consolo de ficar à frente, de ser admirado. Se vivesses por amor, não desejavas tão pouco.

É quando mais te custa a fidelidade a Deus. Dizes a verdade e chamam-te traidor. Ou deves faltar a um plano e pensam que o fazes por desprezo. Ou pões Deus em primeiro e respondem-te com ciúmes. Ou proíbes para proteger e acham-te ditador.

Apoia-te na Cruz para viver serena e firmemente esses tempos. Ceder agora seria um alívio. Mas não seria bom, nem verdadeiro, nem caminho de felicidade.

E que os outros se possam apoiar na tua caridade e alegria para perceberem, com tempo, que afinal estavas certo.

Tens um bom grupo de amigos que partilha contigo a mesma fé.

Mas notas, ultimamente, que andam todos meio frouxos, pelos mínimos. Não sentes o interesse, que tanto te ajudava, na vida de oração, no apostolado, em crescer, lado a lado, na amizade com Cristo. E precisas.

Ou encontras o ambiente que puxa por ti –sem abandonar esse–, ou puxas tu pelo teu grupo. Essa indiferença arrastada vai-te afastando de Jesus. E és tão disponível para os planos vazios...

Marca posição. Não te deixes levar. Leva-os.

A tecnologia aperfeiçoou a tua impaciência. Habituaste-te a ter tudo à mão, pronto em segundos, instantâneo. Já é pouco o que tens de fazer: encontras feito, saltando o processo.

Mas o processo também te constrói. Além de fazer, fazes-te. Observas, aprendes, compreendes, contemplas. Vês algo novo a nascer das tuas mãos e saboreias o resultado de modo diferente.

Aproveita a tecnologia que traz eficácia ao teu trabalho. Mas não temas ser ineficaz se começas a querer imediatamente o que não deve vir já pronto. Namorar, contemplar, conhecer-se, dominar o carácter, ser santo... dão uma trabalheira! Como tudo o que verdadeiramente importa.

Não tens, por vezes, a sensação de estar a embrutecer? Ficas horas a consumir conteúdos inúteis. Dá para rir, passar o tempo, aprender umas curiosidades... mas não fica nada.

E vais perdendo a vontade de ler, tens dificuldade em formar opinião, preferes mudar de tema quando a conversa é séria, dizes coisas com piada mas nunca interessantes, tens menos recursos para pensar, explicas-te mal.

Não deixes que as distrações sejam o que te forma. Com disciplina, tira-as do tempo de trabalho, vai mais fundo no que tens entre mãos, estuda, interessa-te.

Podes mais, não sejas básico.

Que filmes passam na tua imaginação! Sem razão nenhuma, tens sempre medo que aconteça o pior. Se é possível? Sim, é possível... Mas tão pouco provável quanto podes comprovar que nunca acontece assim.

A tua vida segura por prudência é, na verdade, encolhida por medo.

Confia e arrisca mais. Vive com a liberdade de quem sabe que Deus está atento.

Também faz parte da entrega aceitar o que não podes controlar. Dá o comando a Deus.

Hoje é o domingo da Divina Misericórdia. A misericórdia de Deus que és chamado a imitar.

Vai ter com quem estás magoado e reconcilia-te. Perdoa a quem te pediu perdão. Limpa do teu coração todo o ódio e indiferença. Reza por aqueles de quem tens pensado mal.

Com todos eles, Deus é misericordioso. Serás tu capaz de o ser?

Se não for contigo, é fácil e bonito falar de misericórdia. Mas quando te pisam...

Disparas em todas as direções. Quando não concordas és terrível: desmontas ideias, destróis argumentos, mordes!

Mas ninguém sabe o que pensas. Não tens nenhuma proposta, não ofereces alternativa: destróis para nada erguer.

Parecia que a tua vida tinha um rumo. Afinal, só sabes por onde não ir. É assim que esperas que alguém te acompanhe?

Eu sei que tens boa intenção mas estás a levantar problemas que são muito pouco prováveis. Não desprezo as tuas preocupações mas não é razoável querer tudo tão agarrado.

É que nada avança! Só confias no teu modo de ver.

Ouve mais os outros, aceita as sensibilidades que diferem da tua e confia em quem não tem tantos medos.

E se uma coisa correr mal, dez correram bem. Com tanta complicação não se faria nenhuma.

Que bom encontrar alguém diante de quem podes estar sem medo. Que não te avalia, não te mede, não te cobiça. Que se deslumbra por quem és, não pelo que apeteces. Que te valoriza por inteiro, não aos pedaços. Que te faz saber importante, não descartável.

Mas é difícil numa cultura em que a pornografia vale mais que o pudor. Destruimos uma para recuperar o outro?

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Vê o @da.oclique para perceber os efeitos nefastos deste negócio. E, se precisares, para pedir ajuda.

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